domingo, 17 de agosto de 2008

Coisasgeek.com.br

Yield

coisasgeek.com.br

Pois é, pois é. Eu também não esperava! Sabe quando surge um daqueles momentos "...e porque não?". Oras, hoje em dia todo zé-ruela tem um domínio na internet, porque um zé-ruela como eu eu não poderia ter? Enfim. O blog se teletransportou pra lá (com tooodos os posts e tooodos os comentários do blogger, wordpress-eu-te-amo), e vejo vocês todos depois do salto dimensional!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Hey, Bulldog!

A imagem acima tem 942 referências as músicas dos Beatles. A primeira pessoa a encontrar todas elas ganha uma meia suja do Ringo, pé esquerdo, dois furos (um no dedão, outro no calcanhar), lavada pela última vez em 1967! ( Ah, claro: foi a Mrs. Schmeiske que me mandou o link da imagem. Mil agradecimentos (thaaaaaaanks!) e o pé direito da meia \o_ )

Em Branco

E tem dias que simplesmente não sai nada.

Não é que você não queira escrever, na verdade, é justamente o contrário. Dá uma PUTA vontade de escrever o que for, mas os assuntos foram tirar um dia de folga em Acapulco, as frases se revoltaram e organizaram um movimento guerrilheiro nas montanhas, até as palavras entraram em greve e querem receber todos os royalties atrasados e corrijidos (e adivinha quem já tá protestando na rua? Sim, a Tina Fey!). E não adianta passar o dia com o wordpad aberto e minizado, pronto pra captar qualquer lampejo de criatividade, porque meu amigo, a criativade mandou você plantar batata e foi curtir a vida adoidada. E nem pra te levar junto, aquela vaca!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Zooey



Surpresa do ano: a Zooey Deschanel canta mó bem, e compõe mó bem! Sim, sim, ela gravou um disco com um sujeito-alt-country-indie-que-eu-esqueci-o-nome-mas-quem-liga, e surpresa, surpresa, o disco não é uma bosta. Muito pelo contrário. Músiquinhas popzitchas simples, mas beeem legais. O mais legal é saber que foi a própria Zooey quem compôs a maioria das músicas, e o sujeito-alt-country-indie-que-eu-esqueci-o-nome-mas-quem-liga só colaborou com arranjos e produção e tal. Quem diria que a Trillian cantava tão bem? Fiquei com cara de Trillian...

(O clipe é tipo a coisa mais boba já feita, mas é divertido. Bem, eu acho divertido. Bem, eu poderia assistir um filme da Zooey olhando em direção ao horizonte fazendo cara de Trillian, então minha opinião não vale muita coisa. Mas a música é bem boa. Bem, eu acho, mas poderia estar sendo enganado por mim mesmo. É complicado, é complicado).

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Riot Act

Hoje, pra me rebelar contra o capitalistmo selvagem que destrói nosso planeta e protestar contra esse sistema vil, corrupto e...e...e feio que transforma homens em robôs e robôs em jujubas, resolvi vir trabalhar de camiseta e tênis.

"Hmmm...então é assim que o Pato Donald se sente!"

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Eles Devem Ser Gigantes


Mixwit



Faz alguns meses que eu tô tentando escrever um post falando sobre They Might Be Giants, mas não sai. Eu descobri eles meio que por acaso: eles tocam o tema de Malcolm in The Middle, aquele "you're not the boss of me and you're not so big!", e eu inventei de procurar mais coisas dele no youtube. Foi quando eu topei com o clipe de Birdhouse in Your Soul e me apaixonei completamente. Uma música que fala sobre uma lampadinha, com o clipe mais insano e bizarro e legal que eu já vi - com direito a coreografias e zumbis protestando. Lindo que só vendo! E assim começou meu mergulho pelo universo dos They Might Be Giants.

Ao invés de escrever um textão falando sobre a banda em detalhes, contando toda a biografia dos integrantes, dando dicas de músicas e clipes, inserindo eles no cenário político pós-guerras-clônicas e comparando-os com a melhor banda brasileira de todos os tempos (Réu e Condenado), resolvi optar pela opção preguiçosa: fazer um mixtape e deixar vocês julgarem se eles são legais ou não. É só apertar PLAY lá em cima pra diversão começar. (Se quiserem, depois eu coloco a descriçãozinha de cada música)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Senhores Passageiros

Ainda sobre Quase Famosos...Qual o problema do Cameron Crowe com aeromoças? No Quase Famosos, quando a reportagem é rejeitada pela revista pois a banda negou que aquilo tudo aconteceu e William está totalmente acabado no aeroporto, ele encontra a irmã que fugiu de casa pra ser aeromoça. Ela oferece a oportunidade dos dois irem pra qualquer lugar do mundo...e bem, ele faz a escolha certa. No Elizabethtown é pior ainda, a heróina da história é uma aeromoça! Ela é quem salva o Legolas emo dele mesmo, mostrando que a vida é uma bosta, mas tudo bem. Não nessas palavras, mas a idéia é essa.

Será que Cameron Crowe acredita no poder regenerador e curativo das aeromoças? Será que por passar tanto tempo voando e vendo tudo do alto, elas conseguiram poderosos poderes de percepção e conseguem identificar e sanar as mazelas humanas? Seriam os deuses aeromoças? Ou será que o Cameron Crowe tem algum love-story mal resolvido com uma aeromoça? Hmmm...

domingo, 3 de agosto de 2008

Porque tão sérios?

O Cavaleiro das Trevas tá fazendo alguns nerds passar por uma sensação muito conhecida por fãs de rock. Sabe quando você curte uma banda desconhecida, e do dia pra noite eles estouram e todo mundo vira fã deles? Dependendo do grau de idiotice do fã, as reações variam: tem o cara que diz que não tá nem aí e não está mesmo, tem o cara que diz que não liga mas fica mordido, tem o cara que acusa a banda de ter se vendido, tem o que reclama como as pessoas não entendem a banda e que essa música que toca na rádio nem é tão boa, tem até o que para de ouvir a banda completamente. Adolescência, sempre passando a rasteira quando você acha que tinha se livrado dela.

Enfim, os fãs do Batman agora estão passando por isso. Já vi neguinho falando em vários blogs por aí que o filme nem foi tão bom assim, que eles não conseguiram passar a "motivação" do Batman, que o sucesso é todo culpa da campanha de marketing, que filme de herói bom mesmo é o da Mulher-Gato. Tá, nem tanto. É legal que tem alguns que colocam até "leituras recomendadas", sabe como é, pra educar esse povo que não sabe nada sobre o morcegão.

Relaxa, galera! Vai passar! O Batman continua sendo de vocês, ok? E não me olhem de atravessado...caaalma, calma. Esses "posers" não vão durar, eles não sabem o que é ser um "fã do Batman" de verdade! Isso, pode chorar, não se reprima. Sim, eu sei, eles são uns babacas. Calma, calma...Ah, mas que o filme foi FODAÇO, isso foi sim. Admite vai! E engole o choro!!

Hmpff. Nerds.

Quase Famosos


"The only true currency in this bankrupt world..."

Pra começo de conversa...tudo! É difícil pra mim dizer o que eu gosto em Quase Famosos, porque eu gosto de tudo. O tema, a história, os personagens, os conflitos, as cenas, a ambientação, as referências, a trilha sonora. Existem diversos filmes que falam sobre música e a relação que temos com ela, mas Quase Famosos avança um passo e incorpora a música em sua genética que é impossível separar onde começa o filme e onde começa a música. A primeira vez que eu vi o filme eu tava entrando na faculdade, e meu mundo girava em torno de músicas, letras e rock'n'roll. Sabe aquela sensação que o filme foi feito pra você, tamanha a identificação? Seis anos depois, meu mundo continua girando em torno de música, e Quase Famosos continua me dando a mesma sensação. Mas é legal ver que agora eu entendo melhor alguns personagens e motivações deles, percebo algumas nuanças que passaram batidas, detalhezinhos quase imperceptíveis mas que fazem toda a diferença. E o mais legal: reconhecer quase todas as músicas tocadas e ainda sacar o que elas tão fazendo ali. Eu nunca tinha percebido "Everybody Knows this is Nowhere" tocando quando o Russell vai se chapar na festa, e é mais que apropriado.

É legal ver o avatar do Cameron Crowe, William Miller, passeando por um mundo estranho de gente esquisita, rodando o país em um ônibus velho com o resto da banda e as groupies, tentando terminar a entrevista e voltar pra casa. É legal ver ele perceber que seus heróis são pessoas como ele, cheias de defeitos e problemas e tão perdidas quanto ele. É legal ver ele tentando fazer a Penny enxergar tudo que ela não quer ver. É legal ver a banda na estrada, a busca pelo sucesso ("Make us look cool!"), o conflito de egos, mas mais importante, a paixão pelo rock servindo de combustível e evitando, pelo menos por ora, que tudo exploda. É legal ver as pessoas que orbitam a banda, as band-aids, os fãs, os roadies e managers, a chegada da manager enviado pela gravadora acompanhada pelo discurso voice-over do Lester Bangs, e é legal ver no finalzinho a Doris levando a melhor. É legal também ver a família do William, a mãe superprotetora e que assusta meio mundo com seus telefonemas perturbadores, a irmã que sai de casa e reaparece na hora H pra levar o moleque pra casa. É legal ver o Lester Bangs e suas diversas frases de efeito e discursos sobre o rock, e é dele a melhor frase do filme. É legal ver o balé desastroso entre o Russell e a Penny, é legal ver o William tentando intervir e só quebrando a cara, e é extremamente legal ver a solução que a Penny encontra no final pra unir as pontas e fechar a história.

Quase Famosos é um filme sobre música e as pessoas que vivem dela, seja no sentido de trabalhar com ela, seja no sentido de depender dela, categoria em qual me encaixo. Existem alguns filmes desse tipo, como Alta Fidelidade, mas poucos tem tanto "coração" e "alma" quanto ele. Não dá pra evitar sorrir depois de ver o filme, mesmo que nem tudo tenha dado certo pra todo mundo. Esse é o grande "tchã" do Cameron Crowe, numa época de filmes cada vez mais sombrios que retratam toda a escuridão negra da soturna alma sombria do homem, ele ainda é capaz de ser otimista e contar histórias que não te façam querer cortar os pulsos. E eu sou da opinião que gastar 2 horas da sua vida pra ver toda a escuridão negra da soturna alma sombria do homem é bobagem.

"...is what you share with someone else when you're uncool"

sábado, 2 de agosto de 2008

In Hiding

É tipo uma viagem no tempo. Você mergulha no tempo através de filmes, discos, vídeos, livros, coisas que você leu, pessoas com quem conversou, pensamentos que pensou. O objetivo, claro, é tentar achar você no meio dessa bagunça toda. É que nem arrumar o quarto, mas internamente. É uma overdose de nostalgia disfarçada de busca pessoal, uma desculpa esfarrapada pra se trancar e ficar vendo filmes e ouvindo discos, é o jeito que eu encontro pra tentar me arrumar quando a casa fica toda bagunçada. Não que alguma vez na vida ela tenha ficado arrumada. Não, nunquinha.

É a parte legal de estar perdido: ter que se encontrar. Quem é você? A gente muda de verdade? Porque pode parecer que a gente mudou um monte, mas no fundo a gente é a mesma pessoa de sempre, repetindo os mesmos erros e sempre à volta com os mesmos problemas. E também pode parecer que a gente não mudou, quando no fundo metamorfoses transmutadoras mutantes zumbis do espaço aconteceram e simplesmente não dá mais pra ser igual. Às vezes tentar ser a mesma pessoa te faz mal, e as vezes tentar desesperadamente ser diferente também te faz mal, e tentar permanecer no mesmo lugar é impossível.

Mas aí você encontra uma partícula de você mesmo perdido num pedaço de música, alguma cena esquecida de um filme que você achava ter decorado, uma frase genial que descreve toda a sua existência. E você não encontra só um, ou dois, ou duzentos mil pedacinhos de você espalhados por aí. Encontra uma porrada de coisinhas de você, e é bizarro. Algumas você se lembra, outras você se esquece, e outras você acha que vai se lembrar pra sempre mas já tinha esquecido. Se colar todos os pedacinhos...o que sai? Um você, uma imagem do passado de você, um fragmento de você, um figmento de você, uma bagunça sem nexo? É impossível colar todos os pedacinhos...dá pra guardar os mais interessantes, mas também não faz muito sentido. Deixa eles lá, e eles pipocam quando se fazem necessários.

Mas eu disse que a idéia era arrumar, e não deixar tudo lá. Contradição ambulante, como já dizia o Green Day, sem eira nem beira. Talvez por isso a casa fique toda bagunçada. E talvez por isso eu goste de morar nela. Hmmm...faz sentido.

Eu acho.

"I don't know what to say about it,
When all our ears are turned away.
But now's the time to look, and look again at what you see:
Is that the way it ought to stay...?"
Led Zeppelin - That's The Way

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Cavaleiro das Trevas

Fodão. Esse post poderia, e deveria, ficar só nessa palavra. Cavaleiro das Trevas é fodão, extremamente fodão, fodástico, fodístico, fodalicious, fodadelic. Enfim, é MUITO foda. Não é a toa que metade da internet tá usando fotinhas do Coringa no MSN.

Em primeiro lugar, a performance sensacional do Coringa, que interpreta Heath Ledger, um ator que interpreta o Coringa. Eu ainda reluto em dizer que ele roubou o filme, mas essa é a verdade: o filme é dele, por mais que o Batman, Jim Gordon e Harvey Dent tentem impedir. Vilões de filmes de heróis costumam ser cômicos, pra não dizer ridículos. Você não fica com medo do Duende Verde, nem do Doutor Octopus. O vilão do Homem de Ferro eu já esqueci o nome, pra sentir o drama. Mas o Coringa mudou isso. Ele transmite medo, respeito, ódio, raiva, admiração....O cara dá medo até vestido de enfermeira! É realmente uma pena que Heath Ledger tenha falecido. O Coringa é ele, e ponto final.

Mas é claro que não fica só nele. O resto do elenco é fantástico. Christian Bale continua convincente como Batman e Bruce Wayne, apesar de não impressionar. Gary Oldman é outro que encarna o personagem com perfeição, apesar de não ficar sob os holofotes como o comissário Gordon. Meu momento preferido do filme foi quando ele salva o morcegão - eu realmente cheguei a acreditar que o Nolan tinha feito essa heresia. Harvey Dent também ficou bem legal, e eu realmente achei uma boa idéia mostrar que ele nunca bateu bem da cabeça antes de se transformar. E o Duas Caras ficou convincente também - grotesco e realista, sem aquela maquiagem ridícula e os ternos pela metade dos filmes do Schumacher. Teve até detalhezinhos macabros: perceberam que ficavam caindo pedacinhos do rosto dele no terno?

E é lógico, todo essa gente não faria milagre sem um roteiro dos bons. E palmas pros irmãos Nolan, que continuam mandando muito bem. Uma coisa que eu gostei muito: nada de historinha de apresentação do Coringa, nem explicação pras cicatrizes dele. É LINDO quando ele mente duas vezes sobre a origem das cicatrizes, e admito que dá calafrios só de ouvir o bordão "Why so serious?" agora que eu sei o contexto dele no filme. Voltando pro roteiro: Fodão. Reviravoltas a todo instante, planos insanamente perfeitos, ameaças cruéis cumpridas, ação e história na medida certa. Tinha lido alguém na internet reclamar que o Coringa não poderia elaborar planos tão meticulosos e ainda executar eles perfeitamente. Que isso não era realista. Meu filho, é um filme sobre um psicopata vestido de morcego perseguindo um psicopata vestido de palhaço. Não espere realismo...e mesmo assim, o Coringa é o pior inimigo do maior detetive do mundo por um motivo, e não é por causa das piadinhas.

E é isso! Só corrijindo...pensando bem, minha cena favorita é quando o Batman vai "interrogar" o Coringa. É por isso que o Batman é o Batman: o Superman não sentaria a mão no Lex Luthor, ainda mais se o Luthor estivesse preso e algemado. Já o Batman tem um dever a cumprir...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Yield Version

E FINALMENTE  o layout novo saiu! Gostaram? Bom, se não gostaram, sinto muito, mas eu adorei =). Tem toda uma história por trás dele...que não é interessante, mas como eu tô mó nem aí pro que cêis pensam hoje e não chegou ninguém no escritório ainda, vou contar do mesmo jeito. Já faziam algumas semanas que eu tava tentando fazer um layout, mas sempre caia em alguma coisa que eu tinha feito antes...e quando eu fazia alguma coisa diferente, eu não gostava. Quinta eu achei essa figura com a placa de Yield e me apaixonei completamente, e fiz um layout simples com ela, sem logotipo, só a barra lateral com a figura no alto e o conteúdo do lado. Faltava alguma coisa ainda...

Aí domingo eu instalei o layout, mostrei pro meu irmão e pra srta. Schmeiske, que acharam simples demais. Meu irmão sugeriu colocar a foto de um cavalo de perna aberta, estilo "Te dou um dado?", pra dar um tchã, mas achei que iria chocar a moral e os bons costumes do Condado. Enfim, tirei o layout e comecei a mexer em outro, mais parecido com o que eu normalmente faço. Logotipo no alto, blábláblá. Até tentei colocar um fundo nele, mas ficou simplesmente jacu. Tava quase desistindo, quando a Dona Catarina aparece no MSN. Aí eu mostrei o layout que tava fazendo, e também mostrei o anterior...e do nada ela tem essa idéia ÓTIMA da placa escapar da imagem, e colocar o nome do blog numa faixa pequena no alto, e putz, era o que faltava! Aí  toca voltar o layout anterior, fazer as alterações que ela sugeriu, criar as imagens no photoshop, blábláblá....e pronto, aqui estamos!

E eu gostei pra caramba...diferente do que eu sempre faço, simples o bastante e sem muita frescura, mas com estilo e combinando com os meus gostos. Marta, já falei, mas nom custa repetir: VALEU! Ficou muuuuito legal...=D. E aproveitando pra agradecer pra todas as pessoas que eu enchi o saco durante essas semanas, perguntando se tava bom, se não tava, se tava jacu, se tava uma bosta, se a figura da Hello Kitty ficava mais legal do que a do Meu Pequeno Pônei...obrigado pela paciência, e agora podem me desbloquear do MSN, ok?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

2142km

"Quem é que falou em pânico? - gritou Arthur - Isso é só o choque cultural. Espere só até eu conseguir me situar e me orientar. Aí sim é que eu vou entrar em pânico!"

Tava relendo o Guia no busão, aí cheguei na parte em que o Ford e o Arthur estão pra ser jogados pra fora da nave Vogon, e o Arthur começa a entrar em pânico. Essa frase me atingiu feito um frango de borracha na cabeça, e eu comecei a dar risada no meio do busão. Primeiro da frase, depois de..tudo!

Caraca, que que eu tô fazendo aqui? Quem são essas pessoas? Que ônibus é esse e pra onde eu tô indo? Pra casa depois do serviço, mas peralá, essa não é bem minha casa. Ou é? Que lugar mais estranho é esse, cheio de gente que não puxa o érre e divide o ano em forró e axé. Céuzes, onde é que eu fui parar? Eu escolhi isso ou isso tudo pulou na minha frente e eu fui junto? É isso que eu quero ou...nah, sem grandes perguntas filolololosóficas hoje.

Eu sei que eu saí rindo do ônibus, olhando tudo como uma grande e enorme piada que só eu entendi - ou seja, feito um bobo alegre implorando pra ser assaltado. Por hora, é isso aqui - até eu me situar e me orientar, finalmente. Enquanto isso não acontece, eu faço como fez o Arthur: agarro minha toalha com força e procuro um lugar pra tomar chá.

Ah, sim, o chá.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Vivendo e Aprendendo

Quando alguém diz pra você, "Iremos elaborar uma resposta bem feita, envolvendo os especialistas da empresa e explicando a situação em detalhes, mas antes de mandar pro cliente a gente manda pra vocês fazerem seus comentários, antes do meio dia, pra gente ver isso com calma" entenda como "O estagiário que entrou ontem vai psicografar uma resposta, e é claro que a gente vai passar por cima de vocês e mandar direto pro cliente, as quatro da tarde, minutos antes do prazo vencer! E se você quiser ler a resposta, vai ter que implorar de joelhos pro supervisor de projeto, que provavelmente nem salvou uma cópia! Uhuuw! Mais alguma coisa?". E sei lá, dá até MEDO de ler a resposta. Se não xingaram o cliente, eu tô no lucro.

E eu que achei que The Office era só um seriado de comédia, que nada daquilo era verdade, que era tudo exagero e gozação...ha, ingenuidade.

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